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Próximo do sonho

  E lá ficamos nós, até um incomodo já esperado vindo do vilarejo:

  —Zoe!

  E lá estava o gigante homem, o pai de Zoe gritando procurando ela, ele batia os pés na nossa dire??o, o mesmo parou atrás de nós e fez uma sombra enorme, ela levantou o rosto e olhou para ele.

  —Quem é esse garoto?

  Ele parecia irritado com a minha presen?a ali, a garota me abra?ou e disse sorrindo:

  —Akira amigo!

  O brutamonte me olhou de cima a baixo, observou minha lamina de madeira na cintura e puxou a Zoe para seu lado, enquanto perguntava irritado:

  —Você é um espadachim?

  Eu, que até agora olhava para o sol, me virei com os olhos injetados de ódio e minha face permanecia fria.

  —N?o.

  Disse olhando para cima, nos olhos daquele homem, ele tinha cabelos e barba loira, olhos verdes firmes, músculos enormes, tudo era grande naquela figura.

  —Como n?o? Vejo a katana em sua cintura!

  Logo interveio Zoe:

  —Ele n?o consegue.

  O gigantesco olhou para mim, e sorriu debochadamente.

  —Entendi, ent?o é só um fracassado.

  Ele tinha que atrapalhar minha paz né, eu só ignorei e me virei para ir embora, quando passei ao lado da muralha, ele me disse:

  —Saque sua espada, garoto.

  Eu parei e olhei para o homem, acima do ombro, sério e sem vontade nenhuma de enfrenta-lo.

  —N?o vale a pena.

  Depois eu sai em dire??o a minha casa, deixei um clima bem pesado, do jeito que Zoe é, ela logo irá perceber.

  Quando cheguei em casa, fui para a cozinha terminar o onigiri que ganhei na noite passada, eu aproveitei o tempo para pensar e me sentei novamente na sala de medita??o do meu av?, eu entendi uma coisa:

  Que minha lamina n?o pode cortar tudo, a coisas que acontecem que n?o pertencem ao caminho de um espadachim, mas s?o coisas de vida.

  Será que o mais forte perde as coisas que ama? Esse n?o é o caminho que trilharei, mas sei que no futuro eu saberei, eu preciso amadurecer para n?o ter barreiras, até agora eu me rebaixei em compara??o a Zoe e o Arthur, eu me frustrei muito e descontei no ch?o e nas árvores, mas e se eu passar a confiar em mim?

  Andei até o arsenal de meu pai, abri e entrei, lá tinha diversos tipos de katanas, odashis, adagas, sua katana preta e dourada n?o estava lá, ele tinha levado para a viagem. Avistei a espada que me aguardava no canto da sala, parei olhando enquanto suspirava.

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  Estendi a m?o e segurei seu cabo, a espada que eu tentava levantar a dois anos... Mas será que era a hora certa? Todos me motivaram até agora e me inspiraram, eu n?o posso apenas ficar lutando com um pau de madeira ou com as m?os, eu quero me tornar um espadachim de verdade!

  Eu apertava o cabo da arma sem levanta-la. O que eu fa?o...?

  Decidi arrastar a espada até a varanda, coloquei os pesos e segurei minha arma de madeira, tinha decidido que n?o ia parar até levantar uma espada de verdade, meu sonho estava ali, me esperando calmamente...

  Aproveitei o resto da tarde para treinar, caiu a noite, e no mesmo breu eu continuava treinando, em busca de melhorar ainda meus bra?os, eu fiquei t?o imerso no treino que me assustei ou ver o brilho do sol no dia seguinte, aquilo tinha passado em um piscar de olhos, acho que o passeio que eu tive foi necessário para mim, a Zoe é mesmo incrível!

  Eu decidi soltar a katana de madeira e ficar com os pesos, tomei meu café da manh? e arrastei a lamina de verdade para a sala de medita??o, me concentrei, e fui me esvaziando das coisas ruins, eu... Consigo!

  Depois de uma hora meditando, voltei ao treino físico, levantando pesos e fazendo alguns exercícios, eu já tinha praticado antes, ent?o já sabia como chegar ao meu objetivo, logo levantou a lua e eu continuei, e por algum motivo, o treino parecia mais leve, eu n?o estava t?o apressado quanto antes.

  E se passaram os dias, eu ainda tinha o incomodo de estar sem minha família, mas fui me acostumando de pouco em pouco, logo me acostumei com os pesos, conforme o tempo passava, eles faziam parte da minha rotina, as semanas iam se passando e eu crescendo, eu estava sozinho, mas sei que uma garota por aí ia me receber caso eu precise, no meio da noite, fui ao arsenal do meu pai novamente e encarei a espada, eu n?o estava nervoso, pela primeira vez vendo a lamina, eu fiquei tranquilo... Mas algo me dizia que eu n?o estava pronto ainda, n?o sabia o que, mas eu precisava treinar mais um pouco, eu estava próximo do objetivo, ent?o eu me animei e voltei para a prática, o suor e os calos nas m?os já eram meus amigos, no escuro, minha companhia era o cansa?o e a adapta??o que eu precisava ter, de pouco em pouco estava chegando lá.

  Quando o sol estava nascendo, eu fazia a dan?a que meu av? me ensinou no come?o do treino, dan?ava com os pesos, eu treinava meu equilíbrio, postura, e for?a de segurar aquilo. Já estava adaptado, mas sabia que precisaria tira-los quando for realmente segurar a katana, no escuro. E mais uma vez, eu fiquei imerso na dan?a, quando o sol se levantou, eu caí no ch?o exausto, e ali mesmo dormi, quando acordei, a estrela já estava no centro do dia, eu dormi bastante...

  Fiz minha refei??o e decidi treinar no rio da floresta, ficando submerso e repetindo os golpes, a água fria sempre aliviando minha tens?o muscular, no fundo eu lembrei da banheira da casa da Zoe, aquele banho iria cair bem depois de um treino pesado...

  Depois de sair da água, me sequei e resolvi dar uma volta, andando pelo vilarejo, chego naquela macieira que tinha visto com Zoe a semanas atrás, andei até a árvore e soquei-a, um fruto caiu e eu o segurei, quando eu ia comer, olhei para trás e vi um garoto de dois anos, como eu, ele parecia apreciar a ma?? em minhas m?os, me aproximando eu notava a diferen?a, mesmo nós dois tendo a mesma idade, eu era mais alto, mais forte, mais definido, mais maduro. Enquanto ele andava torto, falava algumas palavras soltas, e era fofo e infantil, todo meu percurso até agora me colocou a frente da minha natureza humana, era bizarro. Eu coloquei a fruta nas suas m?os, acariciei sua cabe?a e sai andando, n?o pude deixar de ficar feliz com a minha evolu??o significativa, mesmo n?o podendo fazer muitas coisas, sei que eu n?o sou o mesmo de um ano atrás, sei que n?o sou mais o mesmo desde o dia que fiz dois anos...

  Ao voltar para casa, eu fiquei inspirado com a breve compara??o, treinei mais um pouco até a lua aparecer e fui mais uma vez ao arsenal de meu pai, peguei no cabo da Katana novamente, e ouvi um grito alto vindo do meio da noite, aquele grito era familiar, era Zoe.

  Eu peguei a lamina e amarrei na cintura, o peso me fazia cambalear várias vezes, mas mesmo caindo, eu corri em dire??o ao som assustado.

  —Desgra?ado!

  Chegando no local, vi o pai de Zoe, com uma espada na m?o, a m?e dela caída no ch?o com a perna ferida enquanto abra?ava a garota, o pai tinha um leve corte na sombrancelha e um olho fechado, manchado de sangue.

  —O que foi grand?o, algum problema? Hahaha!

  Ele enfrentava um ladr?o, aparentemente ele usava uma adaga, ele lambia o sangue do pai da garota que estava na arma.

  —Que gosto de fracasso, papai!

  O homem se irritou, e levanto a espada, mas eu bati levemente nas suas costas ao chegar.

  —Abaixa isso.

  Disse eu, sério e queimando de raiva.

  —Você, o que faz aqui?

  Ele estendeu a m?o para me segurar, mas gritou sua esposa:

  —Deixe-o!

  O pai recuou logo, eu andava em dire??o ao assaltante, enquanto desembainhava a espada, ela era pesada ainda para mim, mas eu precisava usar o que tinha ali mesmo, ent?o eu arrastava sua lamina no ch?o.

  —Ora ora, um garoto para eu matar, e nem ergue uma espada, sera fácil de mais!

  Quando o bandido avan?ou, ele tinha várias falhas na postura, parecia que seu poder de luta era apenas de suas lutas breves, era um covarde.

  Avancei passos rápidos, mesmo cambaleando, eu usei o peso da espada para me impulsionar para frente, como n?o estava totalmente pronto, na hora que passei ao seu lado, levei três golpes: um na perna, um na costela e um no rosto.

  —O-o que?

  Meu oponente tinha caído no ch?o de joelhos, assutado e segurando seu pesco?o, ele olhou para mim, assutado enquanto andava em sua dire??o, com a postura reta e arrastando a espada.

  —Que pena que errei, mas n?o vai acontecer de novo, me desculpe.

  Acontece que meu golpe foi imperfeito, no meu avan?o, eu acertei o pesco?o do homem com a parte de trás da espada, eu o olhava de cima a baixo, com olhos injetados de fúria e sangrando, eu ignorava a dor e o bandido se assustou com minha resistência a dor e frieza no momento, ele se perguntava como eu, um garoto daquela idade e tamanho podia amea?ar sua vida.

  Logo se levantou e correu, deixando sua adaga para trás. Eu amarrei minha espada na cintura e sai andando, cambaleando pelo peso e caindo várias vezes pelos ferimentos, quando cheguei ao meu quarto, joguei a arma longe e cobri minhas feridas para estancar o sangue, quando acabei, cai no ch?o desmaiado pelo cansa?o e a perda de sangue. Eu pude quase levantar a espada, faltava t?o pouco para meu sonho... Eu tinha a certeza que ali estava quase come?ando o início da minha real caminhada.... Como um samurai!

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